É certo que de tudo que recebemos do Senhor, nada que venhamos fazer ou entregar a Ele poderá retribuí-lo a altura. Gratidão é um dos sentimentos que mais demonstra a sensibilidade que envolve a alma humana, ser grato é uma atitude que mais nos humaniza e nos fazem parecidos com o nosso Pai.
Certa vez ouvir um grande pregador do nosso país falar que: "Deus é grato", e passando a analisar esta sentença pude ver realmente esta verdade, o nosso Criador tem em seu caráter o sentimento da gratidão. A palavra gratidão tem um significado de reconhecimento por um benefício recebido; agradecimento: dar provas de gratidão, e tendo em vista tal significado podemos perceber que gratidão é uma espécie de retorno a algo feito por alguém.
Deus sendo Senhor e dono de tudo, não tem obrigação de recompensar ninguém, mas vemos na história humana Ele recompensando o homem por tudo que este faz em prol do seu reino. Desde os primeiros homens fieis a Deus que ao observar a sua história que percebemos que ninguém faz nada de graça para Deus, e Ele não deve nada a ninguém. O salmista chegou a exclamar: "Que darei eu ao SENHOR, por todos os benefícios que me tem feito? " Certamente temos a certeza que grandes coisas fez Ele por nós, como retribuição por nossa fé. A fé nos torna amigos de Deus nos aproximando mutuamente em uma relação de intimidade, e quando o homem se torna seu amigo, e faz o que Ele manda, bençãos vem sobre suas vidas como prova de que realmente nosso Deus é grato. Abraão é uma das grandes provas de que Deus é grato, observe. Deus pediu o seu filho Isaque em holocausto, ele entregou ao Senhor sem reclamar, apesar de seu filho ser poupado e por tal atitude Deus por não ter a quem jurar, jurou por Ele mesmo que iria recompensar a Abraão por tal atitude, e por ele entregar o seu único filho o Senhor fez dele pai de nações. Deus coroa de graça e benignidade aqueles que tem a atitude de confiar suas dores, angústias, sofrimentos.
Pedro é com certeza o discípulo que mais chama a atenção dos leitores dos quatro evangelhos, por ser diferente dos outros. Ele tinha coragem de fazer coisas que outros talvez quisessem, mas por falta de coragem não faziam. Alguns o chama de afoito, precipitado, não importam os termos, mas o certo é que por ser desta maneira ele experimentou algo que nenhum dos outros discípulos experimentaram, Pedro andou sobre as águas. Imagino este discípulo como alguém com vontade de fazer e sem medo de arriscar, alguém que Jesus via com um grande potencial a ser explorado em benefício do reino de Deus. Pedro foi ousado ao questionar Jesus sobre gratidão, o que eles receberiam por tomar a atitude de deixar tudo e seguí-lo e ouviu da boca do mestre as seguintes palavras: "E Jesus disse-lhes: Em verdade vos digo que vós, que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel. E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor de meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna.". Aquele homem ouviu da boca do Salvador a verdade de que ninguém faz algo para Deus em vão, haverá recompensas pelo que estamos fazendo para Deus aqui nesta vida e no povir. Pedro ficou confuso no momento e durante aquele processo em que Jesus foi entregue nas mãos das autoridades e foi condenado e morto, mas ao ressuscitar o Senhor mostrou a necessidade de tudo aquilo ter acontecido. Apesar de tê-lo negado quando Simão reencontrou com Jesus, não foi condenado, pois o mestre sabe como sarar feridas e Pedro era uma ovelha marcada pelas garras daquele que o pediu para cirandá-lo. O que percebo de interessante na história de Jesus e Pedro, é que Deus não olhou-o por um único ato, mas contemplava a plenitude do seu caráter. Jesus quando nomeou Pedro como pastor do rebanho creio eu que retribuiu-o, por alguns momentos que não observamos, como: o momento da sua chamada, o crédito que ele deu ao chamamento de um desconhecido; ao confiar em Jesus por instantes em que ele andou sobre as águas enquanto os outros estavam atônitos no barco; a confissão dele de que Jesus era o Messias; ao tomar a atitude de dizer no momento em que todos estavam abandonando o Senhor, "para onde iremos nós? Só tu tens palavra de vida eterna"; a tentativa de defendê-lo mesmo sem entender, mas foi o único que fez alguma coisa. Não havia em Jesus o sentimento de desprezo, apesar das fraquezas daquele homem, mas em tudo Ele sabia como restaurar o ânimo daquele homem que foi fundamental para a configuração da igreja no primeiro século. Pedro hoje dorme no Senhor à espera do ressoar da última trombeta, para receber a recompensa eterna do seu trabalho para Ele aqui na Terra. Alelúia!!!
Estamos vivenciando uma época de extrema importância para o Judaísmo e o Cristianismo, respectivamente uma lembra a libertação da sua escravidão no Egito, e a outra a libertação do pecado através do sacrifício de Cristo na cruz. Em todas estas religiões o que impera neste momento é o sentimento de gratidão pelo que Deus operou em nosso benefício. Assim como Deus que é o nosso modelo por excelência sabe retribuir pelos atos em seu favor, nós como filhos devemos imitá-los, não temos como retribuí-lo, mas em gratidão que os nossos corações rompam com brados de louvores em reconhecimento pela grande obra que Ele efetuou por nós.
E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos. Jesus eu te agradeço por ser o meu substituto na cruz, eu não tenho nada mais precioso para te dar a não ser a minha vida, faz o que tu queres de mim para Tua glória! Amém!
Autor: Pb. Oséas Vieira
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